“Gosto de vir aqui porque converso com quem sabe pelo que estou passando.” A frase, dita por uma criança, marcou Isa Sammi, estagiária de psicologia no projeto “Educação Inclusiva e Intercultural”. Durante os meses de outubro e novembro, o projeto ofereceu um espaço lúdico para crianças migrantes e refugiadas, em processo de adaptação em Florianópolis, brincarem, trocarem experiências e receberem apoio pedagógico.
“As crianças trazem as demandas do seu dia a dia: a saudade de casa, as lembranças das comidas de seus países, dos cheiros, assim como também adoram falar das comidas novas que estão conhecendo no Brasil. Existe muita troca entre elas; dá para ver na prática como esses encontros fazem com que se sintam mais pertencentes”, afirma Isa, estudante de psicologia na Univali.

Os encontros no escritório da Círculos de Hospitalidade em Florianópolis ocorreram duas vezes por semana, reunindo crianças e adolescentes de vários países, como Chile, Cuba, Equador, Haiti, Turquia e Venezuela. As atividades foram elaboradas por educadoras e psicólogas e contaram com o apoio e monitoria de estagiárias da Unicesusc e da Univali.
“Conseguimos trabalhar com desenhos, contos e dinâmicas de interesse delas. É importante para elas terem esse ponto de encontro, poderem conversar com outras crianças tanto em sua língua materna como também em português,” diz Reina Bejarano, educadora colombiana.
“Aqui é um lugar seguro e potente”, conclui Isa Sammi.
O projeto “Educação Inclusiva e Intercultural” é realizado com apoio financeiro da Fundação ESAG e, além das atividades no escritório, oferece apoio para matrícula escolar, aulas de português como língua de acolhimento e passeios culturais.


